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Cena de Poonyambayiri, que literalmente significa 'vila do barraco da velha' |
Calor, Poeira e Fé:
Conheça a Dona Iri
Era mais um dia quente no vilarejo de Poonyambayiri, na
região norte de Gana. Nada de extraordinário no fato da Dona Iri ter que levantar cedo e ir trabalhar -apesar da idade, 78 anos- no pequeno
pedaço de terra onde a família cultiva mandioca e amendoim. Ou ainda no fato de que suas juntas acordaram reclamando de dor. Ou de
que o pequeno posto de saúde mais próximo fica há cerca de uma hora de caminhada. O extraordinário aconteceu
quando uma caravana de carros chegou algumas horas mais tarde, trazendo uma nuvem de poeira e um grupo de oburonis (obrúnis:‘gente de
uma terra distante').
Como eu fazia parte deste grupo, eu posso te contar como fiquei
conhecendo Dona Iri, em meio a paredes de lençóis e vigas de madeira, sob a sombra de uma árvore. Os homens do
vilarejo cavaram buracos no chão (com as mãos e machetes), onde as vigas, trazidas pelas crianças, viraram colunas. As mulheres foram
ao vilarejo mais próximo e voltaram cerca de meia hora mais tarde trazendo bancos e uma mesa nas suas cabeças. Os lençóis foram
suspensos, a farmácia montada e as fichas destribuídas, com um número e a queixa principal de cada pessoa na fila impressos no
cabeçalho. Este grupo de estrangeiros que incluiu dois médicos e enfermeiras dos EUA e uma médica do Brasil, acompanhado de
vários voluntários ganenses, deu início oficialmente ao atendimento médico que se extendeu pelos próximos cincos
dias.
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Cerca de 400 pessoas fizeram bom uso do atendimento médico e medicamentos oferecidos. Dois
deles acabaram sendo transportados de emergência ao hospital mais próximo na cidade de Wa, há duas horas de viagem (em um veiculo
4x4) do vilarejo. |
Eu não me lembro o número na ficha da Dona Iri, mas eu me
lembro dos olhos dela. Olhos apagados pelas dores de uma vida difícil, dura e cheia de dores. Como poligamia é parte das tradições deste e vários outros grupos em
Gana, ela havia aprendido cedo a se virar para alimentar os seus filhos e, agora, os seus vários netos. Dona Iri é sem dúvida uma
mulher forte, com mãos calejadas e contra tudo ao seu redor, cheia de
esperança. 'Esperança de quê?', eu me perguntei, enquanto lhe prescrevia analgésicos. Foi quando eu lhe contei Quem
havia me levado ao seu vilarejo, e o porquê da minha presença, que eu entendi. Todo o ser humano deseja ser amado, e muito mais, precisa
saber que foi criado com um propósito - para louvar o seu Criador.
Dona Iri levantou a cabeça, até
então curvada, olhou nos meus olhos e me disse estar pronta. Pronta? Eu quiz me certificar de que ela havia entendido o significado por
trás das minhas palavras. Então eu continuei explicando. E ela continuou ouvindo, pacientemente. Pastor Joe, o tradutor me auxiliando, de
repente se calou e me disse: ‘Doutora, ela está pronta. Ela têm aguardado por este momento há vários anos, pedindo a este
Deus desconhecido para mandar alguém para o vilarejo para lhes contar a Sua História. Ela sabe que este é o momento.' Foi quando ela
sorriu um sorriso cheio de sabedoria que me fez entender que o eu estar lá, naquele exato momento, era apenas parte de um plano tão maior,
e tão mais elaborado do que a nossa clínica improvisada, nesta região isolada e esquecida
da África.
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Eu lhe disse que me lembrava dos olhos de Dona Iri. Mas agora quando
penso nesta senhora que eu tive o privilégio de conhecer, eu me lembro de olhos que foram acendidos após uma simples mas sincera
oração, ao escolher para si a mesma esperança que Jesus Cristo trouxe em minha vida. Dona Iri voltou nos próximas dias
da clínica para nos visitar, e para nos lembrar com o seu sorriso do amor de Quem havia nos levado àquele lugar.
"Nós amamos porque Ele nos amou
primeiro"
IJoão 4:19 |
O Lucas nos acompanhou em uma visita à uma vila muçulmana, Nwirem, onde oferecemos
serviço médico durante três dias. Apesar da derrota na Copa, ele tem orgulho em desfilar com a camisa do Brasil! |
Aventuras em Gana:
mais um capítulo na vida da família
Jernigan
Após quase um ano vivendo em Gana, e vários episódios de
malária, um de tifóide (Ju), inúmeros de diarréia (todos nós) e até mesmo miíase (Luiza), a nossa família
persevera, mais forte do que nunca!
Ana Luiza (14 meses) ganhou o nome de YaYá (menina nascida na
quinta-feira - é inútil protestar o seu apelido nesta
cultura...) e responde a português, inglês e Twi (um dos 79 dialetos do país), mesmo antes de ser capaz de formar frases.
O Lucas fez quatro anos, já esteve em quatro continentes e está aprendendo na marra a apreciar água quente e eletricidade.
A nossa jornada tem sido uma cheia de descobertas, algumas com alegria,
mas outras com desafios que nos fazem às vezes sentir muitas saudades da terrinha! Em todas elas, no entanto, temos sido lembrados de que o Deus
que nos inspirou e chamou para servirmos e amarmos o povo de Gana é mais do que fiel para nos ensinar sobre o Seu amor e
caráter e nos guardar sob Sua sombra!
Àqueles que têm acompanhado a nossa jornada e nos mantido em
suas orações, vocês têm a nossa eterna gratidão! E àqueles que estão fazendo a diferença com
contribuições, muito obrigado pelo seu sacrifício e amor!
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Caso você deseje saber mais sobre o nosso trabalho em Gana, visite o
nosso site e entre em contato conosco via e-mail! Ou mesmo só para dizer oi - é uma alegria e tanto quando recebemos notícias do outro
lado do oceano...
Abraços apertados e cheios de saudades,
Ju,
Andrew, Lucas e Yayá
"Qualquer que entre vós quiser
ser grande, será o que vos sirva,
e quem entre vós quiser ser o
primeiro será servo de todos.
Pois o Filho do homem não veio
para ser servido, mas para servir
e dar a sua vida em resgate por
muitos." Marcos 10:43-45 |
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Contact Information
Andrew & Juliana Jernigan
The Mission Society
6234 Crooked Creek Road, Norcross, GA 30092
P.O. Box 922637, Norcross, GA 30010
The Mission Society
1-800-478-8963
www.TheMissionSociety.org
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